Notícias

LIVROS DE PRESENTE NO NATAL

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LANÇAMENTO DO DELICATTA VI NO IATÚ CULTURAL

A tarde estava chuvosa em São Paulo, mas lá pelas 18h. o hall do Itaú Cultural começou a receber

os escritores que faziam parte das ANTOLOGIAS: DELICATTA VI – POESIA e DELICATTA VI – CONTOS E CRÔNICAS,

seus amigos e familiares. Muita gente sendo recepcionada pela EDITORA DELICATTA,

que organizava nas mesas as publicações.

Estou aqui com meus queridos amigos Cristine Guadelupe

e Manolo

Com minha filha Adriana e seu noivo Miguel Miana;

O PROJETO LITERÁRIO DELICATTA

é coordenado por LUIZA MOREIRA

e vem sendo realizado desde 2006 com o objetivo de organizar concursos

e prêmios literários, recitais e eventos culturais, organizar antologias e fomentar o mundo literário.

Abaixo estou com ROBERTO MOREIRA, integrante da equipe da editora:

 

Além da Antologia que estava sendo vendida durante o lançamento, a Editora Delicatta permitiu aos autores

participantes, a exposição e venda de seus livros solo, o que tornou o momento muito interessante para

os autores.

A poeta Alessandra Espínola

também participa da ANTOLOGIA, e seus poemas, que transcrevo abaixo, estão nas páginas 13 e 14.

O INFINITO ME OLHA

Alessandra Espínola

Resvalo para o poço,

um espaço entre o tempo

e o descaminho do passo,

resvalo-me descuidada

( do corpo?)

no vórtice de um oco, um nada,

descubro o infinito e seu jeito

de me olhar parado.

CASCOS E SOMBRAS

Alessandra Espínola

 

Teu cavalo galopa

minha terra trincada,

teus cascos riscam

meu chão abissal.

Desenha tua sombra

que cavalga no vento,

travessia na relva

face na pedra, filete de água,

tua crina no tempo:

punho, cristal, prata.

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Meus poemas estão nas páginas 168 e 169. Transcrevo aqui o da pag, 168.

VAZIO

maria helena sleutjes

Ontem

quando quebraram a lira dos anjos

o amor olhou pela janela

e ela, a dança da vida,

estava sentada na beirada das horas

[palidamente].

Não há outro jeito

senão deixar o tempo

consertar a lira.

[ Se é que a lira vai ter conserto...]

Enquanto isto, guarda-se a música

nas nuvens até que chova.

Assim, blocos de silêncio

formam a lua deltóide

de ir embora para Varsóvia.

O vazio bifurcou-se

[indefinidamente]

agora,

tudo é muito menos.

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Quero agradecer a presença dos queridos amigo Carlos Rodolfo Stopa e Célio Govedice,

que estiveram lá mas acabamos por nos desencontrar.

Agradeço também a agradável companhia do Henrique Monserrat Fernandez,

colega de mesa e autor do livro FALIR JAMAIS! muito interessante para quem quer iniciar seu próprio negócio.

Para conhecer melhor o Projeto Delicatta, acesse: www.editoradelicatta.com.br ou editora@editoradelicatta.com.br

FOI ASSIM…

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PARTICIPANDO DO DELICATTA VI

CONVITE

É com imenso prazer que divulgo o convite de Lançamento das Antologias Projeto Delicatta VI – Poesias, Contos e Crônicas, organizado por Luiza Moreira., da qual tenho a honra de estar participando.

Esta antologia, em sua 6ª edição, conta com a participação de escritores de todas as partes do país e até do exterior.

O evento ocorrerá em dois dias:

14/11/2011 a partir das 18h no Itaú Cultural da Av. Paulista em São Paulo
15/11/2011 a partir das 15h na Saraiva Mega Store Shopping Center Norte, também em SP.

Os autores estarão autografando no local as antologias bem como seus livros solo.

Contamos com sua presença.

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PARTICIPANDO DOS JUEGOS FLORALES – MONTIVIDEO

No dia 4 de outubro passado foi lançada a Antologia intitulada 3os. Juegos Florales

del sXXI da qual tenho a honra de participar. Tarta-se de uma obra editada e publicada

em homenagem ao bicetenário do Processo de Emancipação e Autodeterminação dos

Orientais. Publicação bilingue ( espanhol e português), não é um livro comercial mas

uma obra representativa da diversidade poética de seus autores para divulgação através de bibliotecas

e centros de ensino e cultura

Datos téccnicos: ISBN: 978-9974-673-21-2 (2011) 256 páginas.

 

A edição da obra foi financiada pela ABRACE sem custo para os escritores e pode ser adquirada

na sede da ABRACE – (Telefone: 598-29001066) Galeria Jardim, 18 de julio, 1314, local 21 –

Montevideu.

Podem ser solicitadas também pelo correio:

Para o Brasil:

Brasil: $R 10.-

Ejemplares extra, costo con envío incluido $R 20.- cada uno.

Paquete x 5 ejemplares, costo con envío incluido $R 100.-

Depósito em Banco do Brasil, Agencia 1503-2, CC 853931-6 a nombre de Rosângela Domingos Fernandes.

Otros países: U$s 10.-

Ejemplares extra, costo con envío incluido U$s 20.- cada uno.

Paquete x 5 ejemplares, costo con envío incluido U$s 75.-

Los giros deberán hacerse por Western Union a nombre de Roberto Bianchi, cédula de identidad 849408-7, Montevideo, Uruguay.

Es imprescindible enviar los detalles del domicilio de recibo y comunicar la realización del giro o depósito correspondiente.

Meus mais sinceros agradecimentos aos Coordenadores do evento e

organizadores da obra – Nina Reis e Roberto Bianchi.

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MIL POEMAS A PABLO NARUDA

Estou participando juntamente com Clevane Pessoa, Helena Chiarello, Anderson Fabiano e Lázara Papandrea da Antologia Chilena MIL POEMAS A PABLO NERUDA.
Aqui estão as últimas notícias recebidas pelo escritor e organizador da publicação, o poeta chileno Alfred Asís:

DOMINGO 23 DE OCTUBRE
GRANDES ACONTECIMIENTOS EN ISLA NEGRA

40 AÑOS DEL NOBEL A PABLO NERUDA EN LA CASA DE ISLA NEGRA CON LA PRESENCIA DE LA EMBAJADORA DE SUECIA EN CHILE SRA. EVA ZETTERBERG, CON LA LECTURA DEL DISCURSO DE NERUDA ANTE EL REY DE SUECIA SU MAGESTAD: GUSTAVO ADOLFO, INTERPRETADO POR EL ACTOR CHILENO, JULIO JUNG

SÉPTIMO ENCUENTRO DE LOS POETAS DEL MUNDO “OCTUBRE TRAS LAS HUELLAS DEL POETA EN LAS COINCIDENCIAS DE LUIS WEINSTEIN EN ISLA NEGRA

APARICIÓN DE LOS PRIMEROS 50 LIBROS “MIL POEMAS A PABLO NERUDA”

ABRAZOS, VUESTROS ESPÍRITUS ESTARÁN CON NOSOTROS
Alfred Asís
Cónsul de Isla Negra y Litoral de los Poetas
Poetas del Mundo
Chile

Aqui, a casa de Pablo Neruda em Isla Negra:

Este é Alfred Asís:

O GRANDE ALFRED ASIS – POETA CHILENO – É QUEM FAZ TODO ESSE MOVIMENTO COM VÁRIOS ESCRITORES DO MUNDO, INCLUSIVE, DO BRASIL.
“MIL POEMAS A PABLO NERUDA”

PRIMERA Y SEGUNDA PRESENTACIÓN DE VUESTRA OBRE EN CHILE

Sigue transitando la obra a Neruda, Segunda exposición en Viña del Mar
Castillo Wulff
Unidad de Patrimonio
I. Municipalidad de Viña del Mar

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MELHORES DA POESIA BRASILEIRA

JANE ROSSI E MONICA ROSENBERG divulgam a lista OFICIAL dos 100 poetas selecionados para
participarem da publicação MELHORES DA POESIA BRASILEIRA:

“Estamos divulgando a lista oficial dos participantes do livro MELHORES DA POESIA BRASILEIRA,
foi uma tarefa dificil, recebemos mais de 400 e-mails, muitos poemas maravilhosos,
muita gente de valor não conseguiu participar, mas ano que vem surgirá outra oportunidade
para os que ficaram de fora desta vez.
Parabéns a todos os poetas participantes,
Parabéns a você poeta que fará parte deste livro.

Um grande abraço a todos

Jane Rossi e Monica Rosenberg

LISTA OFICIAL

1 – Adelaide Ortiz – A Primavera do Amor
2 – Afonso Estebanez – EU SEI QUANDO TU VENS
3 – Alzira Andrade – GRATIDÃO
4 – AMARILIS PAZINI AIRES – Poema da Vida
5 – Antônio Poeta – Versos Lívidos
6 – Ataíde Lemos – O coração
7 – Beth Barreto – CERTEZA
8 – Brenda Mar(que)s Pena – Violação
9 – Cáh Brasileiro – Procura
10 – Clau Assi – VESTIMENTA
11 – Cláudia Vidinhas – ALMA SOLITÁRIA
12 – Cler Ruwer – Perfil
13 – Clevane Pessoa – Aos que se amam, in/comuns de dois gêneros
14 – Celina Vasques – Gotas de Mar…
15 – Conceição Bentes – Exílio
16 – Dyandreia Portugal – Confiança em Tempos de Esperança
17 – Dolandmay – METAFÍSICO
18 – Dorothy de Castro – SÚPLICA POETICA
19 – Edvaldo Rosa – EU TE AMO AINDA…
20 – Elciomoraes – TUDO É POSSÍVEL
21 – Elisabeth Zamboneti Rylko – BEBE – MENINA DOS OLHOS
22 – Emilia de Paula – UM BANCO VAZIO
23 – Eugenio Santana – BLUE FISH
24 – Fabio Ramos – ESPEREI, ETERNA EM MIM
25 – FABIEM CHAZAK!! – DESEJOS
26 – Fatinha Mussato – A MULHER DE MEIAS
27 – Fernando Alberto Salinas Couto – INDEPENDÊNCIA OU MORTE
28 – Flor de Esperança – AMANHECER À FLOR DA PELE
29 – Francis Perot – A geografia do seu corpo
30 – Geninha® – Tua Poesia
31 – Guida Linhares – AUTÓGRAFO DE DEUS
32 – Helena Frontini – Um dia, talvez…
33 – Homenino Poeta – Borboletas Azuis
34 – Hortência Lopes – VOCÊ É A METADE DO MEU CORAÇÂO
35 – Iza*Bel Marques Fernandes – Por Amor
36 – J. Udine – SETEMBRO PRIMAVERIL EM DEUS.
37 – Janaina Rossi – PERFEITO E IMPERFEITO
38 – Jane Rossi – CORAÇÃO! CORAÇÃO!
39 – Jenario de Fatima – Disfarce
40 – Joana Rodrigues – Presságios
41 – Joaquim Moncks – AMIGO
42 – Jorge Luiz Vargas – Caderno de poesia
43 – José Antônio Gama de Souza-Balzac – AMORES
44 – José Bonifácio – O PERFUME DO AMOR
45 – José Rodrigues – A Praia
46 – José Sarto – Saudade
47 – Júlio Teixeira – Fuga
48 – Leila Ullmann – O espelho
49 – Lucia Helena Pereira – A DOCE LÁGRIMA
50 – Kátia Pérola – Nossos segredos
51 – Maia de Melo Lopo – PARTIDA
52 – Machado de Carlos – Almas que Voltam
53 – Maria Helena de Oliveira – Quem agora sou ?
54 – Maria Helena Sleutjes – MOMENTO
55 – Maria Moreira (a Conceição). – Quem somos?
56 – Marcello dos Anjos – Sou um homem…
57 – MÁRCIA ROCHA – Anjo
58 – Márcia Sanchez Luz – Turbilhão no céu (soneto 091)
59 – Marco Antonio Orsi – SONHOS DE VERÃO
60 – Marcos Gacê – ILHA-ME
61 – Marta Bittencourt – SONHO INFINITO!AMOR REALIZADO!
62 – Marta Peres – A casa do Lago
63 – Manuel Nunes – Loucopoeta – INSPIRAÇÃO
64 – Manuel Paulo – Tolerância Máxima
65 – Maria Regina Zinatto – CICATRIZES
66 – Marisa Pasternak(Anjopoesia) – RETORNA
67 – Marisa de Medeiros – Universo de amor…
68 – Miriam Lorente Rodrigues –Mi – TEU SER
69 – Mirian Warttusch – ONDE A POESIA FEZ MORADA
70 – Monica Rosenberg – Casa Caiada
71 – Neide Cardoso – ADEUS AMOR
72 – Neneca Barbosa – Pedra Bruta
72 – Nice Ventura – Apaixonados
73 – Oswaldo Antônio Begiato – DESAPONTAMENTO
75 – O. Vasconcelos – MÃOS E PRECES
76 – Paulo Alvarenga – Separação
77 – Pedro Costa – INSEGURANÇA
78 – Raimundo Nonato – Anjo
79 – Regina Pessoa – QUEM ME DERA SE ASAS TIVESSE
80 – Regina Kreft – A PRIMAVERA
81 – Rô Lopes – Grito sem Voz
82 – Rosane Silveira – Canção do eterno amanhecer
83 – Rosângela de Souza Goldoni – ESSA TAL FELICIDADE
84 – Roldão Aires – Segrêdo de Amor
85 – Sa de Freitas – RASTROS DE POETA
86 – Saulo Campos – ROSAS AFRICANAS
87 – Santaroza – AMOR
88 – Scoffeald Mik – Olhares e desejos
89 – Sergio Augusto Severo Maranhão – RUMOS
90 – SIMONE CRISTINA DA SILVA – Inverno
91 – Soninha Nunes – POETA ESQUECIDO
92 – Télio Diniz – PRAZER, SAUDADE
93 – Tânia Diniz – Desamada
94 – Teresa Improta Monnier – ENTREGUE-SE
95 – Terezinha Oliveira – Filha da Alma
96 – Terezinha Werson – TENTO SER SÁBIA
97 – Valquiria Cordeiro – O que me fascina são os olhos.
98 – Washington Ramos – Eu te amo
99 – VALDECK ALMEIDA DE JESUS – Meu título
100 – ZEZA MARQUETI – A OLHOS NÚS

Mário, aqui está o meu poema:

MOMENTO

O mar derrama
suas águas
no infinito.
Sinto este turbilhão
de estrelas
amando a imaginação
que a fabrica.
Na multiplicidade
do meu olho
a realidade é lírica
efêmera
quimérica
quase etérea.
Meus anjos
com os pés de barro
atravessam as nuvens.
Dançam
o Adágio Cantabile
de Mozart.

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UM AR DE SONO TORTO

A Banda de rock gaúcho VIDEOGAMES SEM CONTROLE lançou no dia 11 de setembro seu primeiro EP, intitulado “UM AR DE SONO TORTO”, com quatro faixas de rock torto e/ou psicodélico.

Então, meu poema VIRAÇÂO NOTURNA, virou musica. Um rock irado, que eu amei, vejam :

http://www.youtube.com/user/falenciafraudulenta#p/a/u/0/TDmi_6QS7_U

O poema era assim:

VIRAÇÃO NOTURNA

[ La terre mord son destin. Je suis sur le toit. Tu n'y viendras plus. Paul Elouard]

Brisa do mar

brilhos de lua

viração noturna.

Mais uma vez

descreio do amor

e como a noite escura

fecho os olhos

para os sonhos.

 

Viração noturna

revirando a vida.

 

Sobre os telhados,

invisível,

o silêncio ronda.

Recolho

pequenas estrelas

caídas,

hastes de flores

pendidas,

pingos de chuva…

 

Mas

todas as festas do sol

sobre o oceano

estão perdidas!

 

 


 

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NA ACADEMIA DE LETRAS DE TEÓFILO OTONI

Muito honrada com o convite para fazer parte da ACADEMIA DE LETRAS DE TEÓFILO OTONI, como acadêmica correspondente, tenho o grande prazer de divulgar a edição eletrônica do Informativo da Academia – FALANDO ALTO. Neste número há referência a posse dos novos membros, que ocorreu no final do ano passado, e meu nome está nesta seleta relação.

A Academia de Letras de Teófilo Otoni foi fundada em 20 de dezembro de 2002.

Sua atual Diretoria está assim composta:

Presidente: Almenaie Bandeira Rodrigues
Vice Presidente: Elisa Augusta de Andrade Farina.

Secretário Geral: Wilson Colares.

Tesoureiro geral: Leuson Francisco da Cruz
Presidente de Honra: Detsi Gazzinello Jr.

Vejam esta edição do Pensando ALTO:

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FELIZ ANIVERSÁRIO – 09/07/1950

Muito feliz mesmo, foi este aniversário! A comemoração começou no dia 2, pelo pessoal do Café com Poesia ( e Arte). Eles organizaram uma linda homenagem para mim no MEZCLA. Fiquei muito surpresa, emocionada e recolhi alguns momentos para postar aqui e dividir este presente com os amigos queridos.

Quando cheguei notei que havia algo diferente – muitas pétalas de rosas nas mesas… Estranho… Mas este encontro estava sendo organizado e apresentado pela Ana Másala como havíamos combinado, então só olhei, admirada com o capricho!!! Vejam:

Mas quando vi no painel, a foto do meu aniversário de 2009, descobri a surpresa!!! Ana Másala e José Renato aprontaram todas e comandaram tudo, vejam:

Foi uma sequência ininterrupta de emoções. Começaram com a Juliana, filha da nossa querida Vera Guedes, que se caracterizou de borboleta e ela mesma, fez uma coreografia para declamar meu poema Borboletas são?


Eis o poema:

Borboletas, como explicar?
São insentos…
Nem pensar!
São pedaços coloridos
que voam.
Isto sim!
São as almas das flores
visitando os jardins.
Isto sim!
Borboletas, como explicar?
São lepidópteras…
Nem pensar!
São reflexos de anjos
que flutuam.
Isto sim!
Borboletas,
são pequenas bailarinas,
são crianças dançarinas,
pedaços de serpentinas
no canto do meu olhar.

Leila Barbosa fez uma retropstectiva sobre minhas publicações. Eram meus livros, lá na tela, com resumos explicativos. Muito legal!!! Onde foi que ela, tão ocupada, arranjou tempo para isto?

E Marisa Timponi declamava meus poemas. Eu não sabia mais se sorria, chorava, ouvia…

Eliana Mora rastreou no Recanto das Letras poemas meus que eu nem me lembrava mais, dando a eles roupagem de imagens novas. Fez um belo trabalho que infelizmente não consegui postar.

Regina Machado leu um dos poemas do Formas Fractais, vejam:

Magda Ribeiro Trece foi emocionante demais e me fez chorar. Grande companheira do Colégio dos Santos Anjos, escritora, artista.

Ana Miranda, levada da breca, não podia deixar por menos…

Vejam o bilhetinho dela:

Maria Helena,
O problema de se ter uma amiga tão talentosa como você é que, homenageá-la com palavras, torna-se uma tarefa árdua, impossível…
Eu já usei todos os adjetivos superlativos com você mas, mesmo assim, não consegui definir o tamanho do meu amor e admiração por você!!!
Obrigada por ser minha AMIGA, obrigada por ser tão presente!!!
AMODORO você!!!
Ana Miranda

E ainda tinha mais:

Nicácio Roberti, este grande músico, veio de longe. Tocou Flores de areia e No porto ( meus poemas que ele transformou em lindas canções), tocou Reza da Ana Másala e sua maravilhosa Prenda ( autoria que ele divide com o nosso querido Max Setenta. Fiquei muito feliz!

Marcos Marinho estava bem perto, ele e sua família, que além de ceder o espaço do seu centro de cultura latino-americano, brindou-me com a apresentação de uma divindade chinesa – realmente di-vi-na - a me desejar todas as coisas boas da vida. Sem palavras, com gestos fortes e emoção profunda. Lindo!!!

Robson e Lázara Papandrea também estavam lá e coube ao Robson apresentar um dos seus já famosos “causos” e este, muito especial, me tocou profundamente.

Eu já estava sem saber o que dizer… O que pensar… Completamente embasbacada e FELIZ!!!

Para completar a festa, trouxeram-me os amigos de longe, por e-mail. Que felicidade foi ler suas mensagens:

CARLOS RODOLFO STOPA

disse:

Não poderei ir até aí… ainda! Mas um dia eu chego … tomara não seja tarde. Quanto à nossa Maria Helena, o que eu tenho a dizer é do apreço e do carinho que tenho por ela, e da impossibilidade de agradecer-lhe o bastante pela atenção que me tem dedicado… e que, com certeza, eu não tenho retribuído. Já viajamos alguns intertextos e espero viajar muitos mais! Grande abraço, Carlos

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ANGELA NABUCO

disse:

ERA UMA VEZ… E SEMPRE…

era uma vez uma amiga
que contava estórias de nós
e nos emocionava
com seus assuntos de ternura
vento e nuvens

uma amiga plena de espanto
porque transbordava
de tanto ver a vida
com óculos de poesia

uma amiga que carregava
a simplicidade das Marias
e a coragem das Helenas

para sempre
um presente de Deus para nós

thirak sarita angela nabuco

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GLORIA BARROSO

disse:

Maria Helena,
lendo “A criação do mundo”, de Miguel Torga, vi quanto uma pessoa pode ser um sinal para outras tanto para o bem como para o mal. Isto a gente já sabe, mas o quanto ele foi atingido por isso: ele declara que veio a conhecer o mal através de uma pessoa lá da fazenda onde ele morou, aqui perto. E eu, ao conhecê-la, vi Maria, fiquei surpresa, comovida, agradecida, por ter o privilégio de conviver (gostaria que fosse mais) com uma pessoa com competência, talento e sem arrogância; que tem as qualidades de uma intelectual sem perder a feminilidade, a doçura, o ar maternal; cheia de iniciativa, eficiência e passa sempre uma tranquilidade zen!! Desejo que continue a viver longos anos para encher de luz este planeta. Lembro que minha mãe citava:” uma alma que se eleva, eleva o mundo! ” de Elizabeth Leseur. Eu era pequena e não compreendia o alcance disso. Muita LUZ para você receber e doar! Com carinho Glória

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Eles não são queridos? Dá para aguentar tudo isto? E ainda teve bolo com velinhas, presentes, flores, chuva de pétalas, abraços e beijos… Nossa!!! Haja coração (rsrs)!!

Aniversário assim, não se esquece nunca mais. Então, querido grupo, quero dizer que estes momentos foram únicos e signficativos.

Vocês plantaram em mim um jardim de grande contentamento e me fazem cada vez mais entender o privilégio desta convivência poética, literária, madura o suficiente para alimentar nossas almas com arte e poesia.

Amo vocês imensamente, declaro!!

Sobre o dia 9? Ah, tem mais!! Depois eu vou postar o que falta, tá?

Para continuar, digo que fui passar o final de semana em Itaipava/Petrópolis, lá no Hotel Boutique Molinaro.

Quem me conhece sabe que amo aquelas montanhas, aquele sol cheio de cor, vida e vontade.

O hotel é uma graça

Repleto de belísismos quadros pois o antigo ateliê, que pertencia à artista plástica Elaine Molinaro, foi reformado, ampliado e transformado na Pousada Atelier Molinaro Boutique Hotel, conjunto engraçado este, mas que funciona maravilhosamente bem. Possui estrutura aconchegante e requintada, com 19 acomodações, todas as suítes são super confortáveis ( TV a cabo, frigobar, telefone, varanda com rede, cama super king size mais uma cama extra, aquecedor, secadfor de cabelo e internet wireless). É quase o paraíso (rsrsrs).

Vejam o café da manhã regado a tudo que se pode imaginar e principalmente, aos quadros de Elaine Molinaro.

São na verdade, 33 mil metros quadrados de mata atlântica bem preservada, muitas flores, jardins caprichados, uma área de lazer onde se pode encontrar sauna a vapor, jacuzzi aquecida, piscina abastecida com água da mina, caminhadas e trilhas que levam ao topo da montanha e a bela vista panorâmica de Petrópolis. Tudo isto com o charme das pousadas européias.

Em Petrópolis, fui ver o show de luzes e cores do Museu Imperial. Aquele patrocinado pela Embratel, Energisa e a Fundação Roberto Marinho, que acontece nos jardins do palácio, à noite. Sabe? Todo mundo aqui já conhece mas eu ainda não tinha visto. Lindo espetáculo!!

Estava frio. Vejam a Dri:

O Marinus e a Marina:

Do show, salvei algumas imagens. Logo no início, fomos escoltados pelo jardim do palácio por um guarda monárquico.

O jardim estava todo iluminado com luzes de diferentes cores. Uma história começa a nos ser contada. É a história da família real que ali vivia. É a história também de Petrópolis e sua formação cultural. História do Brasil bem legal.

( A Marina tem umas fotos ótimas com sua camera profissional mas só deve me passar no ano quem vem (rsrsr))

Fomos conduzidos para a frente do palácio que, de repente, se ilumina

As janelas começam a exibir sombras como se o palácio estivesse habitado e pudessemos ouvir as conversas:

Do outro lado, um chafariz iluminado mostra outras cenas da história que está sendo narrada. Depois a história continua nas janelas… Depois voltam para a fonte.

Lindo o espetáculo!!

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Saimos do Museu Imperial e fomos jantar no Luigi para matar as saudades. Cozinha italiana para mangiare la pasta squisita.

Tim, tim!!!!

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O poeta Alfred Asis ( do grupo Poetas del Mundo que reside no Chile)

está convidando poetas que possuam poema (s) sobre Pablo Neruda

para participarem do livro MIL POEMAS PARA NERUDA.

 

 


Se conseguir reunir os mil poemas até 17 de junho,

o livro poderá ser editado

e seu lançamento será em Isla Negra em frente a casa de Neruda.

( casa do poeta em Isla Negra)

 

( Na entrada da casa, a identidade do poeta com o atemporal)

 

Vejam os poetas que estão participando deste projeto ( eu estou participando com um poema que cita Neruda)

e a capa da obra no link:

www.alfredasis.cl/zxmilneru200.htm

 

Para inspirá-los, nesta manhã de sábado de sol pleno,

publico abaixo um dos poemas de Neruda de seu livro

20 poemas de amor e uma canção desesperada

( edição maravilhosa que possuo,

da José Olympio, bilingue, em papel reciclado, tamanho A4,

ilustrada com gravuras de mulheres de Cazzé.)

Sobre este livro Neruda disse:

” Os vinte poemas de amor e uma canção deseperada

são um livro doloroso e pastoril que contém minhas mais atormentadas paixões adolescentes,

misturadas com a natureza envolvente do Sul da minha pátria.

É um livro que amo porque, apesar de sua aguda melancolia,

está presente nele o prazer de viver.

Ajudaram-me a escrevê-lo um rio e sua desembocadura: o rio Imperial.

Os vinte poemas são o romance de Santiago, com as ruas estudantis,

a universidade, o cheiro de madressilva do amor compartilhado.”

 

Escolhi o poema:

EIS A MANHÃ NO CORAÇÃO DO ESTIO

 

Pablo Neruda

Eis a manhã no coração do estio

cheia de tempestade.

Iguais a lenços brancos de adeus, passam as nuvens,

e o vento as sacode com sua mão viajante.

Inumerável coração do vento

pulsando sobre o nosso silêncio enamorado.

Zumbindo sob as árvores, orquestral e divino

qual uma língua cheia de guerras e cantos.

Vento que leva em rápido roubo a folharada

e que desvia as flechas palpitantes dos pássaros.

e que a vai derrubando em onda sem espuma

e substância sem peso e fogos inclinados.

Lacera-se e naufraga seu volume de beijos

batido junto à porta desse vento estival.

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Esta é a UNIVERSIDADE RURAL DO BRASIL, hoje, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o lugar onde nasci e vivi os primeiros 19 anos da minha vida.

Alguém, que não consegui identificar ainda, enviou-me hoje 65 fotos de lá e estou postando aqui, pois esta é, sem dúvida, a Universidade mais bonita do Brasil.

 

 

Este é o pórtico de entrada da Universidade,

na Antiga Rodovia Rio-São Paulo – km. 47.

Criada por Getúlio Vargas para dar conta do ensino agrário brasileiro, ela foi totalmente planejada e idealizada como uma cidade universitária nos moldes americanos.

 

Vista do pavilhao principal, prédio em estilo manoelino

que cria na paisagem um estado surpreendentemente irreal.

 

Detalhe do prédio principal, com suas duas fontes

de azulejos portugueses.

 

O pavilhão principal abriga a reitoria, o cine-teatro Gustavo Dutra,

os grandes laboratórios de física, o banco do Brasil,

a lanchonete, a livraria e os decanatos.

Detalhe das fontes externas ao pavilhão principal.

 

Acima, o lustre do hall de entrada do Pavilhão principal.

Abaixo, o jardim interno do Pavilhão Principal.

 

 

Abaixo alguns detalhes do pavilhão principal

 

Sei que um dia escrevi algo assim sobre a Rural,

eu devia ter una 16 anos:

 

Encontro-me aqui, neste ponto parada,

dividindo a estrada,

compondo pontes entre o gramado e o luar,

entre o sol quente e a estrada de areia,

entre o vento e a poeira,

encontro-me aqui.

 

A cada lado da estrada

os eucaliptos altivos me contemplam.

_ Há quanto tempo?

Tenho minha palavra burilada por este vento lento,

minha essência modelada Aqui.

 

Sopro que nem mesmo se pertence,

cintilância que brilha e evapora,

tal como a Rural mantida na memória,

encontro-me Aqui.

A Biblioteca que dirigi durante tantos anos…

 

A sala de estudos, antigo refeitório dos alunos, tendo ao fundo

os azulejos pintados por Vieira da Silva.

 

O cine-teatro Gustavo Dutra. Quantos filmes, quantas peças de teatro…

 

Área dos alojamentos masculinos (1200 leitos)

 

Entrada dos alojamentos femininos.

 

O colégio técnico da Rural.

 

Seria o prédio novo do Instituto de Educação?

 

Em frente ao prédio principal, o lindo prédio da Pesagro-Rio.

 

minha casa… tinha mais flores…miosótis, azaléias, geraniuns…

 

A sede do Jardim Botânico.

O pavilhão de química.

 

O pavilhão de biologia.

 

Na Rural, o vento sempre abre as portas da manhã

e as águas do lago se encrespam ligeiras,

nasce no horizonte este verde de todos os tons.

É assim…

 

 

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NA MONTANHA ENCANTADA

com Marcos Schultz e Jean Yves LeLoup

Existe um lugar de natureza intacta em Santa Catarina, na cidade de Garopaba, chamado MONTANHA ENCANTADA. Lá, as aranhas tecem longos bordados unindo as enormes folhas dos tinhorões, os riachos cantam pelas pedras, as cascatas formam piscinas naturais, as borboletas dançam o dia inteiro sobre as flores, principalmente as borboletas amarelas, enormes e em eterna primavera.

( Adriana intrigada com o tamanho das folhas)

Espaço ideal para vivenciar yoga e espiritualidade, um refúgio entre o mar e a montanha fundado por Joseph e Lilian La Page em 2003, sede do Yoga Integrativo.

Fui para lá no carnaval, para um retiro organizado por Marcos Schultz e Yves Jean LeLoup (www. simplesmenteyoga.com.br) – uma experiência fantástica!

(eu caminhando para uma das práticas)

Partindo do princípio colocado por LeLloup de que ” tudo o que não é aceito não é transformável”, eu me aceito e me aceito aprendiz desta inusitada experiência, dividindo com vocês, fotos e pensamentos de Schultz e LeLoup nesta jornada.

 

Com Marcos Schultz aprendi que eu – personagem de mim- não preciso resolver o relativo, já que é relativo. Que Deus é potencialidade pura e principalmente aprendi – que não há respostas apenas referências.

 

Para Marcos Schultz a questão é – SER E NÃO SER – compreendendo a esperança como escravidão, afirma que o que devemos abandonar é a nossa identificação com o “personagem” e voltarmos para a nossa essência.

Excelente instrutor de yoga, palestrante e também músico, Shultz lançou recentemente o terceiro volume do SIMPLESMENTE SATSANG, um cd de mantras, belíssimo.

Explicando o cd, ele nos diz:

” Quem é Maha Satya Sangha? Muita gente acha que esse é o nome da “banda” que me acompanha nos Satsangas. Podia ser, gosto do nome, mas para mim a Maha Satya Sangha é todo mundo, cada um de nós, peregrinos da Verdade Absoluta, da Realidade Suprema, do Sanatana Dharma, que sustenta tudo e todos…

( Schultz com Rogério Baraquet no retiro)

“Nos últimos tempos, Rogério, Dani e Fernando vêm sendo meus grandes companheiros de jornada… Nenhum deles tinha ligação formal com o Yoga ou com o canto de mantras antes de nos conhecermos e talvez esta seja uma das razões da nossa história ser tão aberta, informal, sem tendências, excessos e pré-conceitos… Sinceramente não sei se estaria envolvido com o canto se não fosse esta galera…”

Vocês sabem, mantras são palavras de poder, instrumentos sagrados que nos ajudam a transcender nossas resistências e condicionamentos para podermos ter a chance de enxergarmos mais além… A música foi sempre um meio de oração, meditação, comunhão, diz Schultz…

Aqui Rogério Baraquet, numa delicadeza especial, mostrando-me a música por ele criada, inspirada no filme “Quem somos nós?”

Foram momentos de muita descontração que reuniram 180 pessoas de diversas regiões do país numa troca muito rica de experiências.

Alimentação totalmente vegetariana, ambiente cheio de paz, beleza e harmonia – quase o paraíso.

Durante 3 tardes, LeLoup realizou suas palestras sobre

A suprema realidade do ser.

Nome que dispensa apresentações pelos inúmeros livros publicados e já conhecidos do grande público, pensador original, Leloup é uma presença calma, carismática, pessoa que sorri com os olhos.

Primeira palestra – QUEM SOU???

Para nos mostrar quem somos, LeLoup iniciou incitando-nos a perguntar a nós mesmos: Quem está aqui? e nos mostra que quase sempre é o “personagem” e não o que verdadeiramente somos.

E acrescenta, mas não se trata de matar o ego para atingir o SELF, tratá-se de abri-lo. Explicando que o estado do EU SOU, é um estado de abertura.

Mas antes de se saber a essência de tudo, há algumas etapas a transpor:

- sou o eu consciente – aquele que ouve, aprende e vive.

- Sou mais do que penso de mim;

- Sou mais do que os outros pensam de mim;

- sou também coisas inconscientes ( repito alguns comportamentos);

- não tenho pleno domínio dos meus pensamentos, emoções e pulsões;

- além do inconsciente pessoal, sou também o inconsciente transgeracional (sou um pacote de memórias – todos somos herdeiros);

- sou o inconsciente coletivo;

- sou o inconsciente cósmico;

- sou o mundo angélico ( das idealizações, sopro de luz);

- Sou Shiva – Deus – Ser criador

 

Bom, ele estava explicando isto quando desceu em mim este poema:

 

Liila ( jogo de Deus)

maria helena sleutjes

 

No mundo

do certo e do errado

te amo como sempre

no continuum amor

da existência.

Liila da vida,

pulsas no agora de mim

e o agora é toda a

plenitude,

como o sol

na flor do tempo.

 

A segunda palestra teve por tema EU SOU.

O convite era para buscar o centro do ser – o nosso silêncio.

No silêncio encontra-se o ser que é.

Quando EU SOU – tenho vida conectada com a fonte – sou o ator e não o personagem.

A essência se manifesta na matéria para que depois retorne à essência.

A consciência toma corpo para que o corpo tome consciência.

Deus se fez homem para que o homem se torne Deus.

A matéria é a velocidade mais lenta da luz.

( aqui eu estava presenteando o Leloup com o Formas Fractais)

Continuando…

Aquilo que é — é. La rose, c’est la rose ( a rosa é a rosa). Simplesmente.

Cada um deve se tornar aquilo que é.

Pergunte-se: o que posso fazer que ninguém pode fazer no meu lugar??

Para LeLoup, o paraíso é o estado de comunhão e a queda é cair do estado de comunhão para o estado de consumo.

E ele pergunta:

O que nos alimenta?

As muitas fomes: de verdade; de intelecto, de infinito; de pura beleza; de prazer físico, de afetividade…

Os quatro convites do EU SOU:

SEJA VOCÊ

VIVA

SEJA CONSCIÊNCIA

SEJA ALÉM

A terceira palestra respondeu perguntas dos presentes.

 

Sobre o corpo:

Nosso corpo é uma flauta (Yogananda).

Imaginem uma flauta com três furos.

O mais alto se refere a claridade ( SIT = consciência) mais luz e menos pensamentos.

O do meio se refere a compaixão (ananda= bem-aventurança) a vida seja o mestre do meu ventre.

O debaixo se refere a calma ( vie = vida. Vida e tranquilidade para receber o amor).

Não podemos mentir e manter a coluna ereta.

O que pode apaziguar nosso mental, nossas carências, é o contato com a fonte.

Cada um tem o direito de optar pela forma de Deus que melhor lhe toca.

Jesus é unigênico – todas as suas energias voltam ao único. Nós somos poligênicos, só quando unificarmos a cabeça, o coração e o ventre seremos unigênicos…

Ou – cada um de nós é uma maneira única de encarnar Deus.

As religiões estão de acordo com o nível de consciência de seus adeptos.

Consciência oral – magia, excitação, desejo, religião de magias.

Consciência familiar -sou mais que um, religião moral, isto pode ou não pode (a crítica de FREUD às religiões se enraiza nesta observação)

consciência social – ordem e justiça social para o bem estar de todos

consciência autônoma – existo no agora

consciência de si ou do self – abertura para Deus.

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Aqui algumas imagem do local:

E à noite, quando os grilos dormiam, orar era respirar e tudo era bonito assim:

Namastê!!!!

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Na Biblioteca Municipal Murilo Mende em Juiz de Fora  foram programadas 13 ações, entre contação de histórias, teatro, apresentação de dança, oficinas, bate-papo com autores e mesa-redonda, além de sorteio de livros durante a programação. As atividades foram voltadas para estudantes de escolas públicas e privadas de Juiz de Fora, acadêmicos, professores e usuários da biblioteca ( abril de 2011).

Das 13 ações,  aqui destaco duas

Exposição itinerante  – REINAÇÕES   DE  EMÍLIA, organizada pela Superintendência de Bibliotecas Públicas da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

 

 

19 banners  reproduzindo a exuberância da boneca Emília, personagem de

Monteiro Lobato do famoso SÍTIO DO PUCA-PAU AMARELO.

Imagens  clássicas e novas versões criadas pelo artista plástico

JEAN PAULO LOPES

 

 

A mostra fica em cartaz até 30 de abril.

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MESA   REDONDA

com os autores MARCELO MANHÃES DE OLIVEIRA,

MARIA  HELENA SLEUTJES

E VERA RIBEIRO GUEDES

SOBRE O TEMA:

Explorando a literatura infanto-juvenil.

Falamos para aproximadamente 60 professores, vejam:

e apresentamos nossa produção infantil.

Marcelo Manhães

autor de literatura infanto-juvenil, acredita que é mais difícil escrever pra crianças do que para adultos. Isso porque em sua opinião, a criança percebe quando há algo forçado, sendo necessário “entrar” no universo infantil. O fio condutor de suas obras, a ecologia é tema recorrente presente nos livros “O Jequitibá”, “O Peixe”, “Ladrão de Nuvens”,“Tartaruga Verde da Cara Rosada” e “O Urso Popular”.

Além de escrever, Manhães também ilustra suas histórias, que possibilitam a conscientização em relação à preservação do meio ambiente, sem deixar de lado a fantasia, a imaginação e o inusitado.

 

Aqui está o TARTARUGA VERDE DA CARA ROSADA apoiado pelo  Projeto TAMAR.

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VERA RIBEIRO GUEDES

 

integrante do nosso  Café com Poesia ( e Arte),

autora do  importante livro OS SONHOS  DA  FAVELA,

muito bem inserido no contexto social de nossa época.

Este livro reune realidade e fantasia em doses muito equilibradas.

 

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Eu falei um pouco sobre o PRAZER DE LER, muito resumidamente, mas aqui apresento um texto mais longo

 

Na  maioria das vezes, queremos ter jovens que se interessem por livros, verdadeiros leitores,mas conhecemos muito pouca coisa sobre este processo.

Segundo Affonso Romano de Sant’Anna, ler é uma operação complexa e multidirecional no tempo e no espaço.

Então, o hábito de leitura não nasce do acaso ou do improviso e isto significa dizer que raramente um leitor já nasce pronto.

A melhor fase para a fixação do hábito de leitura está compreendida entre os 6 e 10 anos,

mas independente da idade, é bom lembrar que o hábito de ler se inicia com o prazer que se desfruta em um texto.

Assim, a expressão “hábito de leitura” deveria ser substituída por “paixão pela leitura”.

Este prazer, no entanto, precisa ser descoberto pelo leitor e para isto, ele precisa de ajuda.

Assim, pais, educadores e amigos têm um papel muito importante neste contexto.

Socialmente falando existe uma grande tarefa a ser realizada para termos um país de leitores.

Diante de um fato que precisa ser encarado, o de que a maioria dos nossos jovens não lê porque não sabe interpretar e não sabe compreender o texto lido,

temos que admitir que faltou a este jovem, na família ou na escola, a orientação necessária, o acesso a livros interessantes,a freqüência a uma biblioteca, a

troca de idéias sobre os conteúdos lidos.

Referindo-me apenas ao ato de ler e não a paixão de ler, ouso perguntar:

- Ler o que seria ?
E ouso então responder:

- Ler é dar sentido às palavras; compreender o texto e o contexto da leitura; interpretar, relacionar; reter o que for mais relevante.

Ler, portanto, requer atenção, discernimento e reflexão.

A atenção como todos sabem, é a capacidade que o leitor deve possuir para se concentrar no que lê.

Para isto ele deve ser capaz de se deslocar da realidade e se transportar para o contexto do que está sendo lido.

Por isto, o silêncio e o ambiente adequado são tão importantes.

A condição básica é o leitor se interessar pelo que lê, sem o que todo o esforço será malogrado.

A antiga frase biblioteconômica que diz: “ a cada leitor o seu livro e a cada livro o seu leitor” deve ser cuidadosamente respeitada.

O discernimento, tão necessário quanto à atenção, é a capacidade de compreender, de julgar, de avaliar o texto lido.

E ainda para complementar, é preciso reflexão,

ser capaz de pensar o texto lido, levando-o para outros contextos..

De preferência, comparando-o com a realidade, com as experiências vividas.

Esta última capacidade é a que vai permitir ao leitor aguçar sua criatividade e exercitar seu potencial como agente de transformação pessoal e social.

A formação de leitores deveria cumprir exatamente esta finalidade.

AS PRAGAS DA LEITURA

Diante de tudo isto, o que fazer?

Primeiro, conhecer de perto as verdadeiras pragas da leitura, que são exatamente:

pais que não lêem; professor que não lê; a “obrigação” de ler; a punição de uma criança com a leitura de um livro;

a falta de respeito com as limitações de cada leitor no que se refere aos contextos e volumes de informações;

a censura, sinônimo de falta de orientação; os livros inadequados; a inexistência de boas bibliotecas; os acervos deficitários.

 

COMO AJUDAR?

As dicas para ajudar a despertar o prazer de ler são:

Exercite a interação entre o conteúdo lido, você e o leitor.

Interesse-se realmente pelo assunto. Estabeleça um diálogo com o leitor sobre o texto e promova o enriquecimento deste universo

que se abriu através do foi lido e do que se pode explorar a este respeito.

Para trabalhar a atenção, sugiro as seguintes perguntas:
- Qual o assunto do livro?
- Lembra o nome do autor?
- Quem é a personagem principal?

Para trabalhar o discernimento, experimente estas perguntas:
- Por que será que o autor resolveu escrever sobre isto?
- Você acha este assunto importante? Por quê?
- Como você define esta personagem?

Para trabalhar a reflexão as perguntas mais comuns são:
- Você escreveria do jeito que o autor escreveu?
- Você mudaria alguma coisa?
- Os fatos descritos são reais ou imaginários?
- O que você aprendeu com o que leu?

Para finalizar este pequeno resumo, é preciso estar consciente de que o hábito de leitura é decorrente de um processo

– o processo de sentir prazer pela leitura-

e este processo é lento, gradual e cumulativo.

Não tenha pressa. Ler acima de qualquer outra coisa deve ser um grande prazer.


Depois apresentei meus dois últimos infantis

O THEODORO E MARINA   e o ANA  BALÃO

 

 

Agradeço a Priscila Franco pelo convite e aos queridos amigos Marcelo e Vera

pela sintonia plena, e ainda, aos professores pelas perguntas e o interesse demonstrado pelo assunto.

Foi assim…

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No dia 23 de janeiro p.p., no Caderno Dois do Tribuna de Minas, alguns pensamentos meus sobre os adolescentes na excelente reportagem de Raphaela Ramos. Vejam:

O que eles querem

Raphaela Ramos
Repórter

Desde que o mundo é mundo, a adolescência – emenda um tanto desfiada entre infância e idade adulta – sempre se mostrou a mesma. Estejam presentes ou não coadjuvantes como MP3, Twitter, Orkut e You Tube. Se um ingênuo “fora” da namorada parece ter sido o responsável pela criação do Facebook, como mostra o filme “A rede social”, de David Fincher, quem sabe o que terá levado o jovem Albert Einstein a apresentar o início da Teoria da Relatividade aos 26 anos? Recentemente, a Tribuna publicou uma matéria que procurou conhecer os desejos do juiz-forano para 2011 na área cultural. Entre artistas, gestores e pessoas nas ruas, umas das respostas mais ouvidas foi: propostas direcionadas aos adolescentes. Muitos entrevistados citaram a ausência de iniciativas nesse sentido. Mas, afinal, qual o conteúdo e a embalagem ideais para produtos artísticos oferecidos aos espectadores dessa faixa etária? Engana-se quem acredita serem os mais novos indecisos incorrigíveis. Segundo a escritora e professora Maria Helena Sleutjes, a geração teen sabe o que quer, ainda que a de hoje seja a mais plural de toda a história.”Ela busca muitas coisas ao mesmo tempo. Mas, essencialmente, paz, amor, sexo livre e o poder da flor (beleza e prazer).” Maria Helena é colunista de um site local exclusivamente voltado para o  adolescente (reagente.com) e costuma travar conversas com internautas de várias partes do planeta. Em breve, irá lançar uma série destinada a tal público – continuação do livro infantil “Teodoro e Marina”. Na opinião da escritora, a arte é o mapa que pode ajudar o jovem a encontrar seus anseios, “já que, até agora, ele só desbravou o sexo livre”.

Pontes e mergulhos

Mesmo que nessa fase de passagem as pessoas fiquem na superfície de incontáveis informações, as intenções culturais existem. É o que assegura o professor da Faculdade de Educação da UFJF Rogério Freitas. E aí está enterrado o tesouro. “Os interesses adolescentes funcionam como pontes para outras possibilidades. O hip hop vira grafite, e a capoeira, resgate da cultura popular”, elucida o acadêmico. Para ele, desconsiderar os produtos consumidos por serem mercadológicos é um erro. Nesse sentido, afirma, a leitura da saga “Crepúsculo”, por exemplo, pode levar à descoberta de outros mares literários. “Igualmente, a estética de ‘As bruxas de Blair’ trouxe curiosidade e incentivou a criatividadede muitos meninos por aí. “A psicanalista Clara Jaeger acredita que, aos agentes culturais, aos pais e à escola, falte a disponibilidade para ouvir. Por conta disso, muitas vezes, a geração teen é tida como desinteressada. “Muitos se apoiam no argumento de que o adolescente só quer saber de computador. Ele dá o caminho das pedras, mas é imprescindível ter atenção e, principalmente, oferecer desafios.” Na contemporaneidade, uma provocação valiosa – acrescenta Clara – seria deixar de lado as respostas rápidas do Google e se aprofundar em algum tema. “Temos que mostrar que eles são capazes disso.” Segundo Maria Helena Sleutjes, a retirada para o mundo virtual normalmente acontece porque os jovens se sentem solitários. “Como nossa sociedade está estruturada, não há lugar para eles. São inseguros e impacientes, mas extraordinários.”

Manual para produzir

Aos 16 anos, Mariana Schuchter editou seu primeiro livro, “Diário de Karoline”. Na época, foi convidada a ministrar palestras em escolas para estudantesde sua idade. “Eles perceberam que podiam se arriscar como eu”, diz, segurando outra publicação, “P-47″, também apoiada pela Lei Murilo Mendes. Para a escritora, toda arte destinada aos mais novos deve entreter, emocionar e criar reflexão, sempre com o intermédio do professor ou da família. ”Se alguém não tem maturidade para um clássico literário, por exemplo, é necessário o estímulo para uma interpretação particular daquela obra. ” Estímulo, na visão de Clara Jaeger, mais adequado se estiver na contra-mão das mesmices.

Rogério Freitas engrossa o coro, destacando que os espaços culturais devem alargar as possibilidades de público, aproximando-se da estética teen. Como? Ele traz sugestões, com auxílio do conceito da “cultura visual”, que desloca para o centro da cena o que está nas ruas e não nas galerias. ”Para formatar as produções, os responsáveis precisam buscar o protagonismo juvenil, observar as capas de caderno, os diários, as músicas, as roupas”, enumera, constatando o empobrecimento dos mercados e das manifestações locais e regionais. Outra dica, de acordo com Maria Helena Sleutjes, é atingir a maneira não-linear de pensar, aliada a um conjunto de atrativos: a tecnologia, a interação, o exercício dos cinco sentidos. “Exatamente como faz a internet”, comenta a escritora, completando que, normalmente, as áreas de interesse são consciência ecológico-planetária, direitos humanos coletivos, redes sociais, inclusão digital e legitimidade.

Ontem, hoje e sempre

Todo mundo já foi adolescente um dia. O produtor do longa “Muita calma nessa hora”, Rik Nogueira, sentiu na pele a escassez de filmes feitos para a idade em que os hormônios explodem. Quando tinha 14 anos, sua principal diversão era pegar onda e fugir para Búzios (RJ). Nessa época, encantou-se com “Menino do Rio” (1981), de Antônio Calmon, que falava a sua língua. Ficou esperando uma segunda iniciativa, em vão. “Foi por conta dessa lacuna que pensei no argumento de ‘Muita calma’.  Sei que o jovem deve se identificar com o que está na tela. “Como roteirista do global “Malhação” em três de suas inúmeras temporadas desde 1995, Ricardo Hofstetter teve de recorrer à memória e à observação. Para ele, não fossem as novidades tecnológicas, o jovem de agora seria exatamente como o de ontem. Entretanto, isso não significa que a arte não-virtual esteja excluída da realidade teen. ”Por mais tradicional que seja uma expressão artística, ela sofre influência da tecnologia”, assevera, concluindo que um romance ou um espetáculo de teatro de hoje são bem diferentes daqueles de cem anos atrás.

Raphaela RamosRepórter

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O PRODUTORA DE NOTÍCIAS da Universidade Federal de Juiz de Fora, dirigido pelo meu querido e competente  amigo MÁRCIO GUERRA, produziu uma bela notícia sobre literatura infantil  que acabou me incluindo. A matéria é de THALITA SCORALICK.

Cliquem no link abaixo para assistir o vídeo. A matéria inclui também o escritor MARCELO MANHÂES, que esteve conosco no Café com Poesia ( e Arte) falando sobre literatura infantil e seu livro adotado pelo Projeto TAMAR.

http://www.ufjf.br/produtoradenoticias/2010/11/26/literatura-infantil/

O Produtora de Notícias é um projeto recente, criado com o objetivo de incentivar produções audiovisuais na área jornalística e desenvolver a criatividade dos alunos.

São produzidas pequenas reportagens sobre temas variados, que podem ser sugeridos pelos próprios alunos. As equipes são compostas por três membros, que se revezam nas funções de produção, edição e apresentação.

O projeto busca aliar tecnologia e velocidade na troca de informações já que os espectadores podem comentar cada matéria.

Parabéns, Márcio,  por mais esta bela iniciativa!

Permalink | November 30th, 2010 | Edit

3 Responses to “LITERATURA INFANTIL”

  1. Ana Miranda Says:
    November 30th, 2010 at 22:04 editParabéns por mais essa conquista, o reconhecimento do seu talento.
    É muito bom que os escritores cheguem à internet, pois este é um espaço muito apreciado pelos jovens e assim eles têm acesso a grandes artistas, como você, minha amiga.
    Vi o vídeo. A-do-rei.
  2. Magda Trece Ribeiro Says:
    December 1st, 2010 at 18:36 editMas fala bonito essa mulher!!!!
    Adoro te ouvir, sempre aprendo um pouco mais.
    E ainda por cima o Livro Amarelo ganhou destaque ao seu lado – MEGA LEGAL!!!!
    Parabéns querida.
  3. Maria Helena Sleutjes Says:
    December 2nd, 2010 at 11:15 editMagda, o seu LIVRO AMARELO é uma gracinha, apaixonante mesmo, como será o DONA CHUVA NERVOSA. Você viu as meninas do Colégio dos Santos Anjos abrindo a matéria? Elas precisam assistir. Ficou muito legal!

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NA ACADEMIA JUIZFORANA DE LETRAS

Era domingo de sol, um domingo muito especial.

Lá estava eu, participando da reunião da

ACADEMIA JUIZ-FORANA DE LETRAS

reunião esta que comunicou oficialmente aos acadêmicos presentes

a escolha  do meu nome como membro daquela  ilustre casa.

Era um domingo azul,

o domingo mais azul da minha vida

e todos os pássaros do mundo estavam lá

cantando com o vento na janela

e ajudando-me a conter a emoção que foi bem grande.

Disse algumas palavras que aqui  compartilho com vocês:

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Excelentíssimo Sr. Presidente da Academia Juiz-forana de Letras – Kleber Halfeld

Ilustríssimo Sr. Secretário – Dilemarno Galvão

Demais membros da diretoria

Senhores acadêmicos

É uma grande honra poder figurar entre os acadêmicos desta ilustre casa, sonho de todo escritor.  Sinto-me especialmente feliz  por poder ocupar a cadeira pertencente a poetisa Ymah Théres por quem tenho grande admiração. E neste momento, não posso deixar de lembrar e mencionar aquele que me conduziu pela mão e  me abriu as portas deste mundo fantástico chamado –  LITERATURA  – Ney  Ayala – primo do Walmir Ayala – que já não está entre nós, mas também foi poeta, ator, cantor lírico e meu professor de literatura durante 7 anos.

Em sua homenagem, eu peço licença aos senhores, para apresentar um trecho de Píndaro, o príncipe dos poetas gregos, chamado  O SONHO DE UMA SOMBRA.

A sorte dos mortais
cresce num só momento
e num só momento
tudo cai por terra,
quando o cruel destino
a venha sacudir.
Efêmeros !
que somos?
que não somos?
O homem
é o sonho de uma sombra
mas quando os deuses lançam
sobre ele a sua luz,
claro esplendor o envolve
e doce é então a vida.

Á esta nobre Academia, meu reconhecimento eterno pelo esplendor desta luz

com a qual vocês me envolveram  hoje.  Muito obrigada!

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Não posso deixar de ressaltar também meu sincero agradecimento as escritoras LEILA  BARBOSA  e MARISA TIMPONI que, com certeza, foram responsáveis pela indicação do meu nome  e por este dia azul.

LEILA BARBOSA me fez uma belíssima saudação declamando seu poema ORQUÍDEA, poema que me dedicou e que já publiquei aqui no site. Ela me  deixou mais emocionada ainda.

A sensação era a ter voltado para a casa depois de muito tempo de ausência. Por isto tanta emoção.

Ouvir os confrades e confreiras,  seus textos e poemas, foi um raro prazer.

Eu me senti muito confortável naquele ambiente distinto e acolhedor.

Foi assim… Muito importante  e inesquecível.

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FORMAS FRACTAIS NA FOLHA DE SÃO PAULO

A  ILUSTRADA de 18/09/2010, p. 4, dedicada aos livros,

traz o artigo de MARCO RODRIGO ALMEIDA -

“Moacyr Scliar revê com ironia decepções políticas”

e uma nota sobre o FORMAS FRACTAIS  aqui reproduzida:

POESIA

Formas Fractais

Maria Helena Sleutjes e Cristine Guadelupe

EDITORA: Funalfa

Quanto: R$50,00 ( 38 pags)

O livro contem 3o lâminas que unem poemas de Maria Helena Sleutjes a Imagens de Cristine Guadelupe. Juntos formam reflexões sobre a existência e a passagem do tempo.

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SONIA   STIGERT – TALENTOS   DA  MATURIDADE

A nossa Sonia Stigert ( Sonia Oliveira) é cinco estrelas no catálogo de

trabalhos em artes plásticas do

TALENTOS  DA MATURIDADE 2010,

concurso anual promovido pelo Banco Santander.

Na foto abaixo, Sonia (louríssima)

com integrantes do Café com Poesia (e Arte)

num dos nossos encontros.

O trabalho premiado que tive o privilégio de apreciar de perto,

é belíssimo e se intitula:

” A FÉ QUE MOVE A ARTE”

Ei-lo:

A artista utilizou  técnica mista que envolveu rendas tingidas em degradé, flores de cetim, strass  Swarovski, pérolas, folha de ouro e ponto russo da Turquia.

Parabéns, querida Sonia, muito sucesso para você sempre!

Responses to “SONIA STIGERT”

  1. Magda Trece Ribeiro Says:
    December 6th, 2010 at 11:46 editBelo, belo, belo. Dispensa qualquer outro comentário.
    Parabéns Sônia.
  2. Ana Miranda Says:
    December 6th, 2010 at 19:44 editQuanto talento tem essa moça, hein?
    Saudades dela…
    Parabéns Sônia pelo belíssimo trabalho e obrigada, Maria Helena, por nos deliciar com a talento da Sônia!!!
  3. Nicácio Roberti Says:
    December 7th, 2010 at 23:01 editMinha querida amiga Sonia, 

    que obra maravilhosa! Dá vontade de ver de pertinho. A foto não satisfaz a gente. Desculpe por eu não poder olhar seu trabalho sem ser parcial. Seu trabalho se ilumina para mim pelo encantamento puro que tenho por você, amiga. E você se ilumina mais ainda pelo encantamento que suas obras trazem para a gente. É pura sensibilidade.

    Parabéns, minha amiga! Você é realmente muito especial.

    Um grande abraço.

2010/12/07 at 23:01

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GLÓRIA BARROSO EM MANAUS

A nossa Glória Barroso foi convidada  pelo Padre Rubson a pintar

uma Igreja em Manaus… e ela foi.

Era a  Igreja de São Sebastião que fica perto do Rio Negro.

Ela foi…  ficou por lá criando as imagens e pintando.

Corajosa como todo o grande  artista, Glória executou os painéis que

medem  2,60 x 2,60 cm. cada um.

Vejam algumas fotos:

E a artista  nos diz:

fiz esta mesa rodeada de pessoas lá da comunidade ( o Valdir que toca o violão na igreja, Breno, seu filho, etc. todos de lá).

Acima representei a Noite – Maria que no silêncio, no escuro prepara a Luz  e pisa a sucuri –  o Mal.

Abaixo representei o  Dia – Comunidade  e o Espírito Santo ( representado pela antiga lamparina com sua imensa chama).

Aqui, o Crepúsculo –  A Última ceia –   a tristeza da hora das trevas,

a luz que se vai, a   hora  em que a vulnerabilidade de Jesus

se manifesta ( Pai afasta de mim este cálice)

e Ele chora nessa despedida.

A mesa nua e os apóstolos sem identidade refletem suas sombras,

angústias, medo das perseguições,

saudade antecipada do Mestre, insegurança -

e agora?

Acima,  o Amanhecer e Cristo vitorioso sobre as águas

cercado de Buritis (árvore da Vida).  Em todos os murais há água,

água como símbolo da Amazônia e da Vida, plantas e  animais de lá: buriti,

cupuassu, guaraná, açaí, onça, jácaré (que não aparecem nas fotos).

E para fechar, ela acrescenta:

Depois de esclarecer meu projeto, minhas idéias para o padre, ele gostou muito.

Porque a princípio estranhou um pouco.

Esta é a nossa Glória.

Parabéns, querida! Lindo trabalho!

Responses to “GLORIA BARROSO EM MANAUS”

  1. Cláudia Freire Lima Says:
    November 4th, 2010 at 02:37 editQue coisa mais linda! Quanta sensibilidade da Glória , hein Maria Helena!!!!
    Lindo demais!
  2. Ana Miranda Says:
    November 4th, 2010 at 12:56 editTalentosa!!!
    Eis a palavra que define essa linda e jovem artista!!!
    Obrigada, doce Maria Helena, por nos colocar a par de tão maravilhosa notícia!!!
  3. Ana Másala Says:
    November 5th, 2010 at 06:21 editA Glória é uma grande artista.Ousadia não lhe falta!
    Beijos,Glória
  4. Glória Barroso Says:
    December 6th, 2010 at 11:39 editObrigada minhas ANAS queridas e Claudia. Voc~es me dão grande incentivo! beijos G 

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Posse de Marisa Timponi

na Academia Juiz-forana de Letras.

 


” No último domingo, dia 26 de setembro, tomei posse da cadeira no. 27 da Academia Juiz-forana de       Letras. A mesa foi composta pelo presidente Dr. Kleber Halfeld, a vice-presidente Creuza Cavalcanti e Cecy Barbosa, por quem fui saudada. Seguem as fotos do evento.”

Vejam a notícia completa em  – http://www.historialiterariajf.blogspot.com/



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PROGRAMAÇÃO do Festival Literário

de Cataguases – FELICA

Dia 8 Set (Quarta)

Afonso Romano de Sant’Anna
Palestra: ‘‘Poeta, que país é este?’’
19:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Entrada gratuita!

Lançamento da obra ‘‘Que país é este?’’, de Afonso Romano de Sant’Anna
Publicado pela primeira vez em plena ditadura militar, o poema que dá título à obra ganhou primeira página do Jornal do Brasil da época. Traduzido para vários idiomas, o poema nasceu de uma pergunta lançada pelo político Francelino Pereira, líder do governo Geisel, ‘Que país é este?’. Antena da raça, Affonso Romano de Sant’Anna canta a tristeza de ver sua geração se desfazendo em terços – um terço exilada, outro terço fuzilada e mais um terço desesperada. Canta a sua canção do exílio, a sua desolação de não ter um país, de não comandar a sua vida – em termos políticos.
30 anos depois, cabe ainda a mesma pergunta: Poeta, que país é esse? Affonso Romano de Sant’Anna, homem lúcido, fará uma reflexão do Brasil que conhecera na época da ditadura, o que vive hoje e discorrerá sobre o país que queremos para o Futuro.
Acesse: http: www.quepaiseesteolivro.wordpress.com

Dia 9 Set (Quinta)

Ronaldo Brito Roque
Oficina Literária
15:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Taxa de Inscrição: R$ 15,00

José Antônio Pereira, Emerson Cardoso, Vanderlei Pequeno
e Zeca Junqueira
Mesa: ‘‘Literatura e política’’
19 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Entrada gratuita!

A partir de duas palavras que por muitos anos foram usadas de lados opostos e em outros casos, lado a lado, os escritores Emerson Teixeira Cardoso, José Antônio Pereira, Vanderlei Pequeno e Zeca Junqueira falarão sobre a relação existente entre literatura e política, poetas que usaram das palavras para fazer uma revolução e o poder transformador que a literatura tem e que é capaz de mudar até mesmo cenários altamente obscuros e seres arredios.

Carlos de Brito Melo e Ronaldo Brito Roque
Mesa: ‘‘O ato da escrita também é uma forma de libertação ou um auto-exílio?’’
20:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro

Dois jovens escritores conversarão sobre o exercício da escrita. Para muitos, a prática da escrita é vista como uma forma de externar seus sentimentos e expressar suas opiniões e revoltas, para outros, apenas uma forma que criar uma alternativa mais interessante ao impossível. Prática, antes de tudo, solitária, a produção de um texto, seja qual for o gênero, encontra a sua companhia perfeita no leitor que a assimila e a completa com a parte que lhe faltava antes de ler o texto que agora tem em mãos.

Lançamento da obra ‘‘Romance Barato’’, de Ronaldo Brito Roque

Dia 10 Set (Sexta)

Carlos de Brito Melo
Oficina Literária
15:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Taxa de Inscrição: R$ 15,00

José Antônio Oliveira de Resende, Roginei Paiva da Silva
e Sonia Moraes Haddad
Mesa: ‘‘Alunos leitores, alunos autores: um diálogo entre educação,
escrita literária e sentidos’’
19 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Entrada gratuita!

A partir da elaboração do livro “Palavra Limada – a carpintaria dos sentidos”, os poetas Roginei Paiva, Sônia Haddad e José Antônio fazem uma reflexão sobre a desconstrução de um conceito monofônico de autoria e a abertura para a polifonia autoral, isso articulada às práticas de leitura e escrita em sala de aula, o que propiciará aos novos leitores um aprofundamento maior no universo da leitura.

Lançamento da obra ‘‘Palavra limada – a carpintaria dos sentidos’’,
de José Antônio Oliveira de Resende, Roginei Paiva da Silva e Sonia Moraes Haddad

Nicolas Behr e Alexei Bueno
Mesa: ‘‘De onde vem a inspiração
do poeta do século XXI?’’
20:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Entrada gratuita!

Torquato Neto alertava: poetar é simples, como dois e dois são quatro, sei que a vida vale a pena etc. Difícil é não correr com os versos debaixo do braço. Difícil é não cortar o cabelo quando a barra pesa. Difícil, pra quem não é poeta, é não trair a sua poesia, que, pensando bem, não é nada, se você está sempre pronto a temer tudo; menos o ridículo de declamar versinhos sorridentes. E sair por aí, ainda por cima sorridente mestre de cerimônias, “herdeiro” da poesia dos que levaram a coisa até o fim e continuam levando, graças a Deus.
Depois de séculos de poesia, os poetas Nicolas Behr e Alexei Bueno falarão de suas experiências e de onde veem as suas inspirações para fazer poesia em pleno século XXI.

Lançamento da obra ‘‘Poesília’’, de Nicolas Behr

Dia 11 Set (Sábado)

João Silvério Trevisan
Oficina Literária
10 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Taxa de Inscrição: R$ 15,00

Marcelino Freire
Oficina Literária
15:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Taxa de Inscrição: R$ 15,00

Joaquim Branco, Ronaldo Werneck, P.J. Ribeiro e Fernando Abritta
Mesa: ‘‘A geração dos anos 1960/70 e o centenário de Rosário Fusco’’
19 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Entrada gratuita!

Um grupo que revolucionou a literatura dos anos 60/70 em Cataguases e sua convivência com o grande romancista Rosário Fusco e sua opinião sobre sua obra. Prestando uma homenagem mais que merecida, os escritores P.J Ribeiro, Joaquim Branco, Ronaldo Werneck e Fernando Abritta falarão da convivência com Rosário Fusco e o legado deixado pelo escritor, além de lembrarem de fatos marcantes de seus anos de militância na literatura cataguasense.

Lançamento das obras:
‘‘Um terno tirado do fundo do armário’’, de P. J. Ribeiro;
‘‘umÁrvore’’, de Fernando Abritta;
‘‘Totem e as vanguardas dos anos 1960/70″, de Joaquim Branco;
‘‘Há Controvérsias’’, de Ronaldo Werneck

Carlos Herculano Lopes, João Silvério Trevisan e Marcelino Freire
Mesa: ‘‘Os desafios de fazer ficção a partir de uma outra história’’
20:30 h – Centro Cultural Humberto Mauro
Entrada gratuita!

Histórias que compõem o dia a dia e situações que pertencem ao imaginário coletivo são desafios grandiosos para escritores ficcionistas, pois têm sempre na realidade um parâmetro de comparação. Os escritores João Silvério Trevisan, Carlos Herculano Lopes e Marcelino Freire conversarão sobre a tarefa de transcrever uma cena real para um texto literário ficcional e dar a este uma independência de onde fora inspirado.
* Entrada gratuita para todas as mesas e palestras do período noturno.
Para cada oficina serão cobrados R$ 15,00 de taxa de participação. As inscrições serão feitas no local da realização das oficinas, no Centro Cultural Humberto Mauro, a partir de uma hora antes da realização das mesas. Caso o aluno opte por realizar todas as oficinas, serão cobrados, antecipadamente, R$ 40,00.
Vagas limitadas para todos os eventos!

Link permanente | September 7th, 2010

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