CHÁ COM POESIA NO CORREDOR CULTURAL
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Poemas

Aconteceu em frente ao Teatro Central, ao ar livre, em Juiz de Fora, MG., ESTA DELÍCIA DE EVENTO ORGANIZADO PELA FUNALFA, parte integrante do CORREDOR CULTURAL, que tive o grande prazer de apresentar.
O CORREDOR CULTURAL ACONTECE DURANTE DOIS DIAS NO ANO, DOIS DIAS DE MÚSICA, CINEMA, TEATRO, DANÇA, SHOWS, POESIA E ARTE INVADINDO DIVERSOS PONTOS DA CIDADE SIMULTANEAMENTE.
TODOS OS INGRESSOS FORAM TROCADOS POR LIVROS PARA O ACERVO DAS BIBLIOTECAS PÚBLICAS.
Iniciativa mais que louvável! Por isto, não posso deixar de cumprimentar o Toninho Dutra, superintendente da FUNALFA e sua equipe que idealizaram e transformaram as idéias em ações efetivas.
POESIA PARA QUÊ? Perguntariam alguns.
E nós, do CAFÉ COM POESOA ( e ARTE) responderíamos:
PARA MELHORAR O MUNDO.
Poesia na praça, na voz dos poetas, na boca do povo… Antes que a violência domine nossas cidades, vamos inundá-las com POESIA .
E deixar fluir aquilo que hoje é tão necessário para as pessoas - ESPAÇO PARA O SENTIR.
Foi extamente isto que fizemos aqui.

Aqui, um pouco antes de iniciarmos, com alguns integrantes
da equipe da FUNALFA.

Ao centro, Toninho Dutra e a poetisa Angelina Hardy Abbud, com integrantes da equipe da Funalfa.
O PÚBLICO FOI CHEGANDO DESCONFIADO. Para que seriam aquelas mesas com toalhas e um cardápio de POEMAS?

Mas aos poucos nosso espaço foi ficando assim:

Na foto acima, estou com a escritora e professora de literatura Leila Barbosa, a escritora Vera Ribeiro Guedes, as professoras Katia Maria Rodrigues e Rosália Campos Lopes, o poeta Hernany Tafuri, entre outros.

Em primeiro plano na foto, está a Jacinta, poeta que reside em São Paulo e amiga da Ana Másala.
Abrimos a tarde com o Concerto Olho D´Água, tendo André de Oliveira ao violino e Alexandre Moraes ao violão – um show de música na praça.

No cardápio encontrávamos:

AMOR BASTANTE
( Paulo Leminski)
quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante
basta um instante
e você tem amor bastante
um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto .
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Declamando, a poetisa Angelina Hardy, demonstrou seu admirável talento e irradiou grande emoção e beleza.

Abaixo, integrantes do Grupo Café com Poesia ( e Arte) participando do evento.

(DEPOIS EU CONTO MAIS…)
(CONTINUANDO – DESCULPEM A DEMORA)
O Chá com Poesia contou também com a participação do
GRUPO ETC & TAL, que nos apresentou vários poemas musicados, alguns
“causos” bem mineiros e algumas músicas inesquecíveis
como ” TRENZINHO CAIPIRA ” de Vila Lobos, lembram?
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra o luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar…

Um dos momentos marcantes foi a participação espontânea de um jovemde cabelos enrolados, que declamou um poema marginal. Foi chocante, irreverente como é a própria vida. Um poema “revolt” que gostei imensamente.
Ana Másala fez um poema especialmente para este momento que foi declamado pela Ana Miranda. Assim ela falou aos poetas:

Aos Poetas
Ainda que tarde,
a pele arde
e o poema se inscreve.
Então, o poeta brinca
de decifrar com letras
a direção dos ventos
para um voo solitário.
Todo poeta busca um tempo
que já não alcança;
outro tempo que ainda
é viagem;
nesse espaço interno…
nesse espaço imenso
entre a esperança e a saudade.
(Ana Másala)
Ana Miranda leu também nesta tarde, o poema da Carol, sua filha ( Anna Carolina de 21 anos), vejam:
AMAR É…
Como definir o sujeito que ama?
Há tantos amores sem definição.
O mundo evoluiu, palavras apareceram
Outras sumiram, encurtaram.
Porém, ainda não denominamos
um dos seres mais queridos:
aquele que ama intensamente,
fielmente, eternamente.
Há quem diga AMANTE!
Não! Amante éo outro
pode até ser intenso, como dizia o poeta
“infinito enquanto dure”
mas é infiel, momentâneo.
Tem quem diga
que quem ama é AMADOR!
Parecia perfeito
Porém, amador é principiante.
Assim, classificariam as pessoas
que amam como principiantes,
mas e aqueles especilaistas,
como o nosso poeta acima?
Nem amante nem amador
Como denominar as pessoas
que insistem em amar neste mundo?
Talvez amar seja ser:
AMARANTE.

Nossa poetisa Vera Ribeiro Guedes apresentou seu poema METAMORFOSE e um dos poemas de Hernany Tafuri, ao seu lado na foto.
Abaixo os queridos amigos do Rio agora conosco em Juiz de Fora: Angela e Paulo Cassino prestigiando nossa festa.


Adesões espontâneas, e aqui o registro da leitura de um poema de cunho social bastante forte.
O que ficou muito evidente nesta tarde é que a poesia é uma forma multifacetada de expressão. Celebra a vida, chora a morte, se reveste de alegria ou dor e sobretudo, toca profundamente o ser humano.
Aqui estou com a nossa querida Ana Miranda, responsável pelas fotos, por boa parte de toda a nossa alegria pois fechou a tarde sambando ao som da música do GRUPO BOLA NA TRAVE (integrantes do Clube do Choro) que nos ofereceu música da melhor qualidade.

Obrigada Ana pela alegria e pelas fotos. Obrigada queridos amigos do Café com Poesia ( e Arte). Obrigada FUNALFA pela belíssima oportunidade.
Uma poesia em cada rua, deveria ser o lema de todas as cidades!
Até o próximo Café com Poesia ( e Arte).
“THEODORO E MARINA” NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO JOÃO XXIII
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Poemas
O convite para falar sobre o livro Theodoro e Marina (confidencial) é resultado do lindo trabalho realizado neste Colégio com o genêro textual CARTA.
Sob a coordenação da professora Vania Fernandes e Silva, as crianças do 4o. e 50. anos do Colégio trabalharam este genero e escreveram muitas cartas.
Na foto as professoras Priscila Villela Delmonte e Tania Regina Peixoto da Silva estão ao lado do painel que exibiu o resultado do trabalho – cartas para os familiares, para os amigos e para os professores.
As professoras ainda organizaram um amigo oculto de cartas.
E a partir das cartas foi realizado também com as crianças um trabalho interdisciplinar pela professora de Arte ( Claudia), buscando imagens para falar do que as cartas sugerem ou possibilitam combinar – abraços, sorrisos, carinho, emoção – eis a opinião das crianças.
O Theodoro e Marina faz o maior sucesso entre as crianças e elas querem saber tudo. Quem são as autoras. Como tiveram a idéia de escrever o livro. Quem é o Theodoro. Quem é a Marina. Quem teve a idéia dos envelopes no meio do livro. Quantos anos têm as crianças…
Mas o mais importante é perceber nas crianças um grande entusiasmo por esta forma de expressão. As cartas permitem uma troca mais profunda entre as pessoas, elas também possibilitam um grande exercício de expressão e consequente aprimoramento do conhecimento da língua portuguesa, e sobretudo, suscitam a tão desejada PAUSA para uma maior reflexão neste mundo de comunicação instatânea através dos e-mails,
tão suscintos e velozes.
Ao colégio meus sinceros agradecimentos pela oportunidade e cumprimentos às professoras pela dedicação e o lindo trabalho realizado.
Agradeço também a bolsista Natáliaque nos acompnahou nesta visita.
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Mas, para minha surpresa e grande alegria, HOJE PELA MANHÃ RECEBI ESTE LINDO PRESENTE DA PROFESSORA TANIA REGINA:
Juiz de Fora, 22 de maio de 2010
Querida Maria Helena,
Foi um prazer recebê-la novamente em nosso colégio. Nunca escrevi poesias mas tenho muito interesse por esse gênero textual. Resolvi então agradecer sua presença com este acróstico em sua homenagem.
Abraços, Tânia.
Maria Helena…
M eiguice ao falar
A legria ao conversar
R isos contagiantes…
I rreverência ao escrever para crianças
A mor incondicional em declamar.
H oje irradia…
E legância,
L eveza e admiração por tanto
E ncanto em
N arrar
A venturas para as crianças…
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Respondendo à Tania:
Tania,
as coisas mais valiosas da vida nascem assim, espontaneamente, como as flores. O acróstico é sempre uma fotografia da alma e esta fotografia que você tirou da minha alma me deixou muito admirada comigo mesma! Não sou tudo isto, não! Mas se seus olhos me viram assim, isto é uma grande felicidade. Obrigada por sua gentileza, atençao e esta troca maravilhosa!
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SERENIDADE
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Poemas
Em câmera lenta
o orvalho beija a rosa
e suavemente
se dissolve.
Nos acordes do tempo
a música da vida
toca
flauta-doce.
No sentir o mundo
as cortinas da alma
movem-se para a percepção
do todo.
A realidade mora
nas asas de uma borboleta atíria
que pousa leve
e etérea
sobre a folha.
RUMI- Filme de Valéria Sessa
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Poemas
“Nascido na Pérsia, Rumi viveu entre 1207 e 1273. Não há nenhum místico sufi tão conhecido no Ocidente como Djalâl-od-Din Rûmî. Rumi foi um dos maiores humanistas e místicos muçulmanos, antecipando em duzentos anos traços essenciais do humanismo renascentista, como as idéias da tolerância religiosa e da força criativa fundamental do amor. A efusão do amor em Rumi abarca tudo aspirando a unidade : o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. Próprio da experiência místico-amorosa é a embriaguez do amor que faz do místico um “louco de Deus” como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Avila e também Rumi.
Como expressão dessa paixão sagrada, Rumi, inventou o Sama, a dança giratória dos “dervixes”, assim chamados. Como planetas que giram ao redor do sol, eles giram ao redor do seu próprio centro, simbolizado pelo coração, e ao redor de um centro projetado no ambiente, que representa o sol. A ação de girar repetidamente leva a um estado alterado de consciência, que produz uma espécie de transe ou êxtase místico.”
Rumi é reverenciado como um dos maiores escritores e mestres Sufi. Ele viveu numa época plena de efervescência cultural. Dizem que ele compunha seus versos enquanto dançava o Sama. Seus discípulos iam anotando enquanto ele declamava.
No filme pode-se apreciar A Gift of Love de Deepak Choopra, música inspirada na poesia de Rumi. e os poemas: Um segredo – Bittersweet – I Am Yours – Behind the Scenes – Looking for Your Face – The Agony and Ecstasy of Divine Discontent .
Meus parabéns à Valéria Sessa por este trabalho sensacional!!!
DIGA
Postado por Maria Helena Sleutjes | Em Poemas
DIGA
maria helena sleutjes
Diga-me, meu amor,
de que cor são as estrelas
da noite,
aquelas que me falam
do teu cheiro.
Diga-me
do sabor de aurora
do teus beijos,
do sabor de madrugada
do desejo.
Diga-me, meu amor,
que o amor
tem dimensão palpável,
que ele nasce
sobre a relva
como nascem as flores
na primavera.
Diga-me o que mais importa
sem fazeres alarde:
Diga-me de ti
constantemente.







