PEDAÇOS VIVOS

(Imagem JPEG, 450x338 pixéis)

[imagem da Internet: http://fotos.sapo.pt/TKsZy7fHLSnb7jjsBLD]

PEDAÇOS  VIVOS


maria helena sleutjes

Vi teus olhos

pendidos

das fissuras das rochas,

cravados

nas paredes das encostas,

no tinir do tempo,

pedaços vivos.

Como os girassóis

de Van Gogh

teu sol girou

meu caleidoscópio.

Alguém lembrou

as coordenadas do tempo:

crosta indestrutível.

Agora,

como enganar

minha memória?

8 Responses to “PEDAÇOS VIVOS”

  1. Ana Miranda Says:
    March 3rd, 2010 at 14:26

    LINDO!!!!!!

    “Como os girassóis

    de Van Gogh

    teu sol girou

    meu caleidoscópio.”

    Apossar-mei-ei dessa obra prima. Não para reproduzí-la, apenas para sentí-la.
    Como é bom te ler, como é bom sentir no coração o seu poema!!!!!
    Beijos com muitas saudades!!!

  2. Ana másala Says:
    March 4th, 2010 at 04:22

    Ah, Maria…Não engana não…Enfeita mais e mais e depois conta pra gente, quase tudo, assim como você faz.Deixa a gente viajar em seus mistérios, memórias, devaneios. Diga quase tudo , que a gente vai escrevendo o resto com nossas lembranças, com os nossos sentidos despertos. Beijos,
    Você é poetisa por demais!

  3. Deborah Reis Says:
    March 5th, 2010 at 01:29

    Mhelena, onde você foi buscar inspiração para escrever este poema tão enigmático? Fiquei aqui pensando, que olhar é este que ficou preso nas fissuras de uma rocha e é capaz de imitar os girassóis de Van Gogh e nunca mais sairá de sua/nossa memória? Meu Deus, que coisa mais linda!!!
    Bjos

  4. anderson fabiano Says:
    March 6th, 2010 at 23:07

    lena,
    remeter suas letras (falsas-doces) a van gogh, transportou-me praquele quarto pequeno, fétido em que o gênio criava seus encantos.
    então, via a sua pedra e perdi-me nos enigmas com que, magistralmente, você nos brindou (uma vez mais).
    meu carinho, doce amiga (sempre),
    anderson fabiano

  5. Helena Says:
    March 7th, 2010 at 20:42

    No poema e na imagem
    de vigor expressivo,
    os efeitos de cor e luz
    de um quadro pós-palavra.
    Impressões.
    Enigmas e emoções.
    Impregnadas e inquietas sensações.

    Rastros de pensamentos que olham
    [e colhem] os girassóis numa tela de Van Gogh…

    Belíssimo!
    Incrível, você!

    Beijo, minha “mais nova amiga de infância”.. rss (Amei isso!)

  6. Ale Says:
    March 8th, 2010 at 22:45

    eu gosto tanto da intersemiose que vc faz com teu trabalho poético, tão vasto e tão belo! Um beijo bem grandão…

  7. anderson fabiano Says:
    March 8th, 2010 at 23:36

    Leninha,
    Deixei um beijo pra você, pelo dia de hoje, lá no meu blog.
    Meu carinho,
    Anderson Fabiano

  8. Cláudia Freire Lima Says:
    March 18th, 2010 at 21:58

    Querida Maria Helena, pedaços vivos são bons de carregar, eles nos dão coragem para podermos caminhar: os pedaços vivos têm vida própria!
    Os seus pedaços vivos são reunidos na poesia para que você possa olhá-los… como Narciso fazia com a própria imagem.
    Sua poesia é o seu espelho. Nela vc está refletida! Olhe, essa é você..inteira..integrada..íntegra! Poética..
    Te amo.
    Cláudia.

    * Ler uma poesia é como ouvir uma confissão…

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